Uma orla com clima diferente
Virada de tempo não espantou cariocas e diversão não faltou.Teve chuva,areia espalhada,ventania e até exposição
Quem pensa que a principal diversão do carioca foi por água abaixo com a frente fria que chegou ao início da madrugada de ontem, no Rio de Janeiro, se enganou. Apesar da forte ventania e da areia se espalhado pelo calçadão e pelas pistas da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, a população e turistas marcaram presença na famosa Princesinha do Mar. Foi o caso do morador do bairro Roberto, que esperava o sol para o domingão. “De repente o tempo mudou. Mesmo assim estou curtindo o feriadão em família”, disse. Segundo o Climatempo, os ventos chegaram a 90km/h no Forte de Copacabana. Mesmo assim, amantes de carros antigos marcaram presença no Forte do Exército para apreciar a 21ª Exposição Veteran Car Club do Brasil. O evento, que faz parte do calendário da cidade, recebe expositores de vários estados do País com carros antigos, como os produzidos na década de 20 e 70. E como não podia deixar de ser a operação Choque de Ordem nas Praias, realizada pela Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop), rebocou ontem 13 veículos e multou outros 170 por estacionamento irregular no trecho da orla do Leme, na Zona Sul, ao Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste.
Bairros sofrem com falta de luz e jovens se perdem em trilha
Longe da orla a ventania também provocou falta de luz em vários pontos do Rio e da Baixada Fluminense. Bairros como Méier, Alto da Boa Vista, na Zona Norte; e Campo Grande, Zona Oeste foram os mais afetados. Já na Baixada, o município de Duque de Caxias foi o que mais sofreu com a ventania. A assessoria de imprensa da Light informou que a queda de energia ocorreu por conta de galhos de árvore que caíram sobre a fiação elétrica em diversos pontos da rede. Ainda de acordo com a assessoria da fornecedora de energia do Rio, o fornecimento de energia foi normalizado logo no início da tarde. Já no Alto da Boa Vista, um grupo de 20 jovens teve que ser resgatado por homens do Corpo de Bombeiros. Todos estavam perdidos desde a noite do último sábado, quando subiram a trilha de acesso à Pedra da Gávea. Os jovens se assustaram com as rajadas de vento e tiveram dificuldade na hora de descer. Em alto mar, um grupo foi resgatado pela Marinha, ontem. Cinco pessoas estavam isoladas na Ilha Redonda. Os cinco visitantes chegaram à Ilha na tarde do último sábado, deixados por uma embarcação pesqueira, que retornaria no final do dia para buscá-los. Como o barco não retornou, o grupo acionou o serviço de resgate e salvamento da Marinha do Brasil através do celular. Todos passam bem. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a frente fria deve ficar até amanhã. A previsão para hoje é de céu nublado, com períodos de encoberto com chuva fraca em áreas isoladas.
Homenagem a quem lutou contra impunidade
COLABORAÇÃO DE FERNANDA AZEVÊDO
Amiga, esposa, guerreira e mãe. Foi assim que Cleyde Prado, mãe da menina Gabriela - morta durante uma troca de tiros nas escadarias da estação São Francisco Xavier do Metrô em março de 2003 - foi lembrada por amigos e parentes que prestaram uma homenagem na manhã de ontem. O dia foi escolhido pelo fato da data marcar dois anos da morte de Cleyde, que faleceu vítima de um acidente vascular cerebral. A homenagem aconteceu no Largo da 2ª feira, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Carlos Santiago, ex-marido de Cleyde e pai de Gabriela, reuniu todos em volta do monumento que homenageia Cleyde e flores foram depositadas e ao fim, pombas brancas foram soltas. “Quero dizer o quanto a Cleyde era importante. Uma mulher que lutou pelo fim da violência e a impunidade. As pombas da paz simbolizam a luta dela”, disse Santiago. Depois da morte da filha, Cleyde se transformou em exemplo de cidadania, bem como ícone na luta contra a impunidade no Estado. “Ela mobilizou cada vez mais pessoas a levantarem e lutarem com o movimento Gabriela Sou da Paz que idealizou”, ressaltou Santiago. A menina Gabriela também foi lembrada por amigos. “Melhor que a Cleyde, só existia a Gabriela”, destacou um dos presentes, que não quis se identificar. Segundo Santiago o movimento Gabriela Sou da Paz continuará e não vai parar tão cedo. “Cleyde era a figura principal do movimento Gabriela Sou da Paz. Só estou levando a diante o que ela começou com a garra que tinha”, disse. Famílias que perderam seus entes também estiveram na homenagem.
Dois carros pegam fogo em pontos diferentes da cidade
Veículos foram destruídos pelas chamas no Aeroporto Tom Jobim e na Barra da Tijuca
O domingo foi marcado por dois incêndios que chegaram a assustar quem estava por perto. Os dois incidentes, que aconteceram no início da tarde de ontem, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, e no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, foram provocados por dois carros que de repente foram “lambidos” pelas chamas. No Galeão, o Vectra (placa LOC 4614) pegou fogo no estacionamento do Terminal 2. Uma equipe da Brigada de Incêndio do próprio aeroporto conseguiu apagar as chamas. Segundo os bombeiros, o carro sofreu uma pane próximo ao terminal de desembarque. A fumaça assustou passageiros que chegavam, e o trânsito de veículos teve de ser interrompido na rampa de acesso ao desembarque. Apesar do susto, não houve problemas com a chegada e partida dos voos e ninguém ficou ferido.
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