Polícia

Tentaram roubar PM com pau e levaram aço
Bandidos anunciaram assalto em coletivo usando um pedaço de madeira para simular uma arma e acabaram mortos

MÁRCIO CORRÊA 
Terminou mal a tentativa de uma dupla de bandidos em promover uma sequência de assaltos a ônibus na manhã de ontem na Rodovia Rio-Magé (BR- 493), na altura do município de Saracuruna, na Baixada Fluminense. Depois de assaltarem passageiros de um ônibus da Viação Regina que seguia em direção ao Centro do Rio usando um pedaço de madeira para simular um revólver, os dois rapazes ainda não identificados tentaram roubar outro ônibus, mas acabaram mortos por um policial à paisana que viajava dentro do coletivo e reagiu ao assalto. Na confusão, o motorista da Viação União, que fazia o trajeto Guapimirim-Castelo, foi baleado. Ele perdeu a direção, bateu em uma mureta e chocou-se contra a traseira de um outro coletivo que estava parado em um ponto. Os ladrões morreram no local e cerca de 20 passageiros, incluindo o policial - que seria morador da Baixada e estaria indo para o trabalho, em um batalhão na Zona Sul do Rio -, tiveram ferimentos leves. Eles foram socorridos por funcionários da concessionária que administra a via expressa e levados para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. O segurança particular Marcelo Ramos de Oliveira, 25 anos, viajava no primeiro ônibus atacado pelos criminosos, por volta das 5h20. “Eles embarcaram perto de uma passarela na altura no Parque Paulista e foram logo anunciando o assalto. Fizeram muito terror psicológico com os passageiros. Um ficava ameaçando de morte a todos enquanto o outro colocava dinheiro e os pertences dos passageiros em uma bolsa”, contou o segurança. Os bandidos desceram do ônibus menos de um quilômetro depois e em seguida embarcaram no coletivo da Viação União, na altura da localidade da Vila Mariana. Segundo as testemunhas, assim que anunciaram o assalto, o policial sacou uma pistola e atirou varias vezes contra os dois rapazes. Um dos tiros atingiu de raspão a perna do motorista Sérgio Costa da Silva, 34. O caso foi registrado na 62ª DP (Imbariê), onde 15 vítimas dos bandidos oficializaram queixa e recuperaram seus pertences. Até a tarde de ontem, o PM - que seria lotado no 23º BPM (Leblon) - não havia comparecido à delegacia para prestar depoimento. Os corpos dos criminoso foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), onde permaneciam sem identificação, até o fechamento desta edição.

CD GENÉRICO
Rio é o segundo em apreensões de piratas 
A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) anunciou o saldo dos esforços de combate à pirataria realizados em fevereiro, quando foram realizadas 51 operações em todo o Brasil, que resultaram na apreensão de 208,6 mil CDs falsificados, montante 121% acima do alcançado no mês anterior. Segundo as entidades, o Rio de Janeiro foi o segundo Estado com o maior saldo de mídias apreendidas: 17,6 mil no total. À sua frente ficou Foz do Iguaçu, com 177 mil CDs. “O trabalho desenvolvido nesse Estado conta com um diferencial importante: a existência de uma delegacia especializada, a DRCPIM - Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial. Infelizmente no Brasil existem apenas quatro delegacias desse tipo”, explicou o coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da ABES, Antônio Eduardo Mendes da Silva. Em fevereiro, foram retirados do ar 1,2 mil anúncios de produtos ilegais, além de 31 websites, saldo 34% acima do registrado em janeiro. As entidades também receberam 323 denúncias, por e-mail e telefone, referentes a empresas que estavam com suas bases instaladas irregularmente.

Setor 
Como resultado foram enviadas 618 notificações extrajudiciais e iniciadas nove ações contra essas companhias. A ABES é uma entidade de classe a nível nacional do setor de software, que congrega cerca de 820 empresas no Brasil responsáveis por aproximadamente 80% do mercado. Atua desde 1986 em prol do setor, cumprindo sua missão de representação tanto nas áreas legislativa e tributária, quanto no que diz respeito à instituição de políticas voltadas para o crescimento do setor de software no país, particularmente no que concerne à produção local de programas de computador, pesquisa e desenvolvimento na área de tecnologia da informação, além de trabalhar na defesa dos direitos autorais de programas de computador.

EFEITO UPP
Traficantes do Pavão metem o pé pra Anchieta e carregam até rojão
Policiais do 14º BPM (Bangu) apreenderam no fim da noite de quinta-feira dois rojões de uso restrito das Forças Armadas durante uma incursão na Favela Caminho do Job, em Anchieta, na Zona Oeste do Rio. O material foi abandonado em uma casa na Rua Lenir Liberato por dois suspeitos supreendidos por uma viatura de patrulhamento ostensivo que passava pelo local por volta das 20h30. Na fuga, além dos rojões, os bandidos deixaram para trás um colete operacional, um cinturão de guarnição, uma balança de precisão e 62 trouxinhas de maconha com a inscrição “Adriano Imperador”. Os rojões, um deles pesando cerca de 10 quilos, não possuem munição, e eram utilizados para treinamentos militares pelo Exército. De acordo com os policiais, o armamento era usado pelos bandidos para ostentar força e poder na comunidade. “Eles usavam para demonstrar poderio bélico e intimidar a população e rivais”, disse um agente. Policiais do Serviço de Inteligência (P-2) do 14º BPM têm reforçado o patrulhamento na região, que reúne as comunidades conhecidas como Job, Cara de Onça e Baixa do Bode, próximas ao Morro do Chapadão, na Pavuna, na Zona Norte, após denúncia de que o local tem recebido o reforço de traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) oriundos do Morro Pavão- Pavãozinho, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, expulsos após a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora.

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